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Invasão do crime organizado ameaça povo Ashaninka no Acre; lideranças vão a Brasília

ResumoA Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, no Acre, sofreu invasão de homens armados em 6 de julho, com atentado contra o povo Ashaninka. A Operação Ashaninka foi deflagrada para conter o crime organizado. Quatro lideranças Ashaninka estão em Brasília para reuniões de emergência com o governo federal, buscando proteção e medidas contra a ameaça.

Uma delegação de quatro lideranças Ashaninka está em Brasília para reuniões de emergência com o governo federal após um grave atentado em 6 de julho na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, no Acre. Homens armados invadiram a aldeia, e a Operação Ashaninka foi deflagrada. Entenda o

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Heloísa Brandt
· · 4 min de leitura
Invasão do crime organizado ameaça povo Ashaninka no Acre; lideranças vão a Brasília
Foto: Imagem ilustrativa · Vistok

Uma delegação de quatro lideranças Ashaninka está em Brasília para reuniões de emergência com o governo federal após um grave atentado em 6 de julho na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, no Acre. Homens armados invadiram a aldeia, e a Operação Ashaninka foi deflagrada. Entenda o

Invasão do crime organizado ameaça povo Ashaninka no Acre; lideranças vão a Brasília pedir socorro

O crime organizado transnacional avança na fronteira entre Brasil e Peru, ameaçando o povo Ashaninka no Acre. Em 6 de julho, homens armados invadiram a Terra Indígena Kampa do Rio Amônia. Quatro lideranças foram a Brasília para reuniões de emergência com o governo federal. O Exército Brasileiro mobilizou a Operação Ashaninka para conter a ameaça.

O que aconteceu na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia

No dia 6 de julho, a tranquilidade da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, no Acre, foi rompida por um ataque. Homens fortemente armados invadiram a área, procurando lideranças tradicionais e espalhando terror entre os moradores. Os indígenas relataram a presença de cinco criminosos, que falavam em espanhol, usavam capuzes e portavam fuzis. O episódio não foi isolado, a reportagem do GLOBO já havia registrado, em março de 2023, relatos de ameaças constantes de traficantes na região.

Por que isso importa para quem vive fora da região?

A segurança na fronteira amazônica não é um problema distante. O avanço do crime organizado transnacional afeta a estabilidade de todo o país. Quando grupos armados agem com impunidade em território indígena, eles fortalecem rotas do tráfico de drogas, armas e pessoas. A resposta do governo federal e a mobilização das Forças Armadas indicam que o problema já atingiu um nível crítico.

A resposta emergencial: Operação Ashaninka

Após o atentado, foi deflagrada a Operação Ashaninka, com a mobilização de tropas do Comando de Fronteira Juruá/61º Batalhão de Infantaria de Selva (61º BIS) do Exército Brasileiro. A operação conta com o alinhamento da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) e do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron). O objetivo é conter a escalada da violência e proteger os defensores ambientais do povo Ashaninka.

Como funciona a cooperação entre os órgãos?

A atuação conjunta envolve monitoramento da fronteira, patrulhamento terrestre e fluvial, e inteligência para identificar as rotas dos criminosos. A presença do Exército é um sinal de que a situação exige força máxima, mas a solução de longo prazo depende de políticas binacionais com o Peru.

O histórico de ameaças e a luta dos Ashaninka

Em março de 2023, o GLOBO visitou a aldeia Apiwtxa, na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, e documentou o sucesso do povo Ashaninka em unir preservação ambiental e sustentabilidade. No entanto, as lideranças já relatavam investidas constantes de traficantes, que buscavam construir estradas clandestinas e recrutar indígenas para trabalhar no cultivo de coca do lado peruano. A pressão sobre o território não é nova, mas a violência armada de 6 de julho representa um salto na gravidade.

O que as lideranças pedem em Brasília?

A delegação de quatro lideranças Ashaninka desembarcou em Brasília nesta quinta-feira para cumprir uma agenda de reuniões de emergência com o governo federal. A exigência principal é uma resposta coordenada e binacional contra o crime organizado transnacional. Eles pedem proteção imediata para as comunidades e ações de fiscalização na fronteira.

Como a invasão afeta a segurança de todos os brasileiros

Quando o crime organizado se instala em territórios indígenas, ele cria bases para operações ilícitas que afetam cidades inteiras. O tráfico de drogas que passa pela fronteira do Acre abastece mercados em todo o Brasil. Além disso, a violência armada contra defensores ambientais aumenta o risco de desmatamento e perda de biodiversidade, impactando o clima e a qualidade de vida.

O que você pode fazer?

Acompanhar as notícias sobre a situação dos povos indígenas e cobrar das autoridades ações efetivas é um passo. Apoiar organizações que defendem os direitos indígenas e a preservação da Amazônia também contribui para pressionar o governo a manter a segurança na região. como apoiar povos indígenas impacto do crime organizado na Amazônia

Perguntas Frequentes

Por que os criminosos atacaram os Ashaninka?

Os criminosos buscam intimidar defensores ambientais e abrir rotas para o tráfico de drogas e cultivo de coca na fronteira com o Peru. As lideranças Ashaninka resistem a essas atividades ilegais.

O que é a Operação Ashaninka?

É uma operação emergencial do Exército Brasileiro, em parceria com a Sejusp e o Gefron, para conter a violência e proteger a Terra Indígena Kampa do Rio Amônia.

Quantos criminosos invadiram a terra indígena?

Os indígenas relataram a presença de cinco homens armados, falando espanhol e usando capuzes.

As lideranças já estiveram em Brasília antes?

Sim, a reportagem do GLOBO já havia registrado, em março de 2023, relatos de ameaças constantes. A ida a Brasília agora é uma resposta ao atentado de 6 de julho.

O que significa uma resposta binacional?

Significa que Brasil e Peru precisam atuar juntos para combater o crime organizado que opera dos dois lados da fronteira, já que os criminosos se deslocam entre os países.

Como posso ajudar os Ashaninka?

Apoiar organizações que defendem direitos indígenas e pressionar autoridades por ações de segurança e preservação são formas de contribuir.

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Heloísa Brandt

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