Dez cidades mais violentas do país estão no Nordeste, aponta estudo
As dez cidades mais violentas do Brasil estão no Nordeste, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O estudo aponta disputa por tráfico como principal causa. Bahia lidera com cinco cidades no ranking; Ceará aparece com três.
As dez cidades mais violentas do Brasil estão no Nordeste, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O estudo aponta disputa por tráfico como principal causa. Bahia lidera com cinco cidades no ranking; Ceará aparece com três.
Dez cidades mais violentas do país estão no Nordeste, aponta estudo
As dez cidades mais violentas do Brasil estão na região Nordeste, apontam os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O relatório, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reúne as principais ocorrências criminais registradas no país em 2025.
A lista considera as maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes. A Bahia possui cinco cidades no ranking, e o Ceará, três. Pernambuco e Paraíba aparecem com um município cada. A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguido de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.
O que explica o alto índice de violência nessas cidades?
De acordo com o Fórum, o principal fator que contribui para o alto índice de violência nessas cidades é a disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas.
Maranguape lidera o ranking nacional e registra taxa de mortes cinco vezes superior à média do país. O local se tornou atrativo para organizações criminosas devido à localização estratégica perto de importantes eixos rodoviários, como a BR-22 e a CE-065. Maracanaú, terceira na lista, é vizinha a Maranguape e está mais próxima do Aeroporto Internacional de Fortaleza.
Eunápolis: de fora do top 20 para o segundo lugar
A segunda do ranking, Eunápolis, no extremo sul da Bahia, conta com taxa de 85,1 casos por 100 mil habitantes. A cidade também enfrenta disputas entre grupos faccionados distintos e representa um ponto estratégico para o transporte de drogas, sendo cruzada por duas rodovias nacionais. No anuário do ano passado, Eunápolis não figurava nem entre as 20 cidades com os maiores índices de morte violenta.
Queda nacional no número de mortes violentas
A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024 para 19,1 casos por 100 mil habitantes em 2025 - uma redução de 8,2%. Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado, ante 44.127 em 2024.
Como esses dados impactam quem mora ou viaja para a região?
Para quem mora ou pretende visitar cidades do Nordeste, os números servem como alerta sobre a concentração da violência em áreas específicas. As disputas por rotas de tráfico, como as que ocorrem em Maranguape e Eunápolis, indicam que a segurança pública local precisa de atenção redobrada. A queda nacional, no entanto, mostra que políticas de segurança podem estar surtindo efeito em outras regiões.
Perguntas Frequentes
Qual é a cidade mais violenta do Brasil em 2025?
Maranguape, no Ceará, lidera o ranking com taxa de mortes cinco vezes superior à média nacional.
Quantas cidades da Bahia estão entre as mais violentas?
A Bahia possui cinco cidades no ranking das dez mais violentas do país.
O que significa MVI?
MVI é a sigla para Mortes Violentas Intencionais, que inclui homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, morte por intervenção policial e morte de policiais.
O número de mortes violentas no Brasil caiu?
Sim. Caiu de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes entre 2024 e 2025, uma redução de 8,2%.
Qual é a principal causa da violência nessas cidades?
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas é o principal fator.
Com informações da Agência Brasil.
Bruno Yamashiro
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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