# Policiais desviam armas para facção: entenda o caso

> A Operação Senhor das Armas, deflagrada pela Polícia Civil do Amapá, investiga o desvio de armas sob custódia da Justiça por três servidores suspeitos de abastecer facção criminosa. O esquema envolve a subtração de armamentos apreendidos, com os agentes atuando internamente para repassar o material ao crime organizado. A ação visa desarticular a rede de corrupção e recuperar os equipamentos desviados.

*Vistok · Tendências · 25 de agosto de 2026 · Bruno Yamashiro*

A Polícia Civil do Amapá deflagrou a Operação Senhor das Armas contra um esquema de desvio de armas sob custódia da Justiça. Três servidores são suspeitos de abastecer facção criminosa. Entenda o caso.

A Polícia Civil do Amapá deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Senhor das Armas, mirando um esquema de desvio de armamentos que teria origem dentro do próprio Poder Judiciário. Servidores públicos são suspeitos de desviar armas, munições e acessórios sob custódia da Justiça para abastecer o mercado clandestino e fortalecer o crime organizado. A ação executou mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens e valores que podem ultrapassar R$ 26 milhões.

Segundo as investigações, a estrutura criminosa funcionava a partir do Fórum de Macapá, envolvendo três servidores cedidos ao Tribunal de Justiça do Amapá. Um tenente da Polícia Militar, responsável pelo controle do "Armário Forte" do Fórum, é apontado como o chefe das operações clandestinas. Um agente de segurança burlava o sistema interno, retirava o armamento do depósito e o repassava a um armeiro, que adulterava as numerações em uma oficina secreta.

O arsenal era negociado por aplicativos de mensagens, com grande parte indo parar nas mãos de lideranças de uma facção criminosa. As ordens partiam de dentro do sistema prisional. No campo financeiro, o grupo usava empresas de fachada, contas de "laranjas", depósitos fracionados e transações via PIX para ocultar os lucros. Uma policial militar, esposa do tenente acusado de liderar a quadrilha, é investigada por operacionalizar a lavagem dos valores.

Durante os cumprimentos dos mandados, os agentes estouraram a oficina clandestina na casa do armeiro e apreenderam espingardas, veículos e vasta documentação. A Justiça decretou o sequestro imediato de imóveis, veículos de luxo e o congelamento de contas bancárias associadas aos investigados.

Para quem acompanha segurança pública, o caso acende um alerta sobre a vulnerabilidade de arsenais sob guarda do Estado. A operação mostra que o desvio de armas não é um problema distante: ele pode nascer dentro de instituições que deveriam proteger a lei. A investigação segue em andamento, e novos desdobramentos podem surgir nos próximos dias.

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Fonte (canonical): https://vistok.com.br/tendencias/policiais-sao-suspeitos-desviar-armas-abastecer-faccao-criminosa/
