Embrapa Brasília aposta em IG para café do Acre em momento histórico
O Acre vive um momento decisivo para consolidar sua cafeicultura como referência. A produção de café canéfora saltou de 3 mil para 6,6 mil toneladas em um ano. A Embrapa Brasília aposta na Indicação Geográfica para agregar valor e atender às exigências do mercado internacional.
O Acre vive um momento decisivo para consolidar sua cafeicultura como referência. A produção de café canéfora saltou de 3 mil para 6,6 mil toneladas em um ano. A Embrapa Brasília aposta na Indicação Geográfica para agregar valor e atender às exigências do mercado internacional.
Embrapa Brasília vê momento histórico para o café do Acre e aposta na Indicação Geográfica
O Acre vive um momento decisivo para consolidar sua cafeicultura como referência nacional e internacional. A produção de café canéfora saltou de cerca de 3 mil toneladas em 2024 para 6,6 mil toneladas em 2025, segundo a representante da Embrapa em Brasília, Rita Milagres. Para acompanhar esse crescimento e atender às exigências do mercado externo, a Embrapa iniciará um trabalho voltado à Indicação Geográfica (IG) do café acreano.
O café canéfora do Acre saltou de cerca de 3 mil toneladas em 2024 para 6,6 mil toneladas em 2025, um crescimento de mais de 120% em um ano. Esse avanço coloca o estado em uma posição estratégica para conquistar novos mercados e agregar valor ao produto, de acordo com Rita Milagres, que participou nesta quarta-feira (22) do 2º Seminário Estadual da Cafeicultura Acreana, em Rio Branco.
Por que a Indicação Geográfica é importante para o café do Acre?
A Indicação Geográfica (IG) é um selo que atesta a origem e a qualidade de um produto, vinculando suas características ao território de produção. No caso do café acreano, a IG busca valorizar a identidade do produto e atender aos critérios cada vez mais rigorosos relacionados à qualidade, rastreabilidade e origem, exigidos pelo mercado internacional.
A proposta ganha relevância justamente no momento em que a produção do estado mais que dobrou. Sem a IG, o café acreano corre o risco de não ser reconhecido pelo seu diferencial, o terroir amazônico e as práticas locais de cultivo. Com o selo, produtores podem negociar melhores preços e acessar mercados que exigem certificação de origem.
Como a Embrapa Brasília está conduzindo esse processo?
A Embrapa, por meio de sua representante em Brasília, Rita Milagres, iniciará um trabalho voltado à Indicação Geográfica do café acreano. A iniciativa foi apresentada durante o 2º Seminário Estadual da Cafeicultura Acreana, realizado em Rio Branco. O seminário reuniu produtores, técnicos e especialistas para discutir o futuro da cafeicultura no estado.
O trabalho da Embrapa envolve a caracterização do produto, o mapeamento das áreas produtoras e a definição dos critérios de qualidade e rastreabilidade que serão exigidos para a concessão da IG. A expectativa é que o processo fortaleça a identidade do café acreano e abra portas para exportações.
O que o café canéfora tem de especial?
O café canéfora, também conhecido como robusta ou conilon, é uma espécie de café mais resistente e produtiva que o arábica. No Acre, ele se adaptou bem ao clima amazônico e ganhou características sensoriais únicas. A produção de canéfora no estado saltou de 3 mil para 6,6 mil toneladas em um ano, o que demonstra o potencial da região para se tornar um polo produtor.
A Indicação Geográfica pode ajudar a diferenciar o café acreano de outros cafés canéfora produzidos no Brasil, como os de Rondônia e Espírito Santo. Cada região tem seu perfil de sabor e aroma, e a IG oficializa essa identidade.
Qual o impacto para o consumidor e o produtor?
Para o produtor acreano, a IG representa a chance de agregar valor ao produto. Um café certificado por origem pode ser vendido por preços 20% a 50% maiores do que um café sem certificação, dependendo do mercado. Além disso, a rastreabilidade exigida pela IG incentiva boas práticas agrícolas e melhora a qualidade do produto.
Para o consumidor, a IG é uma garantia de que o café que ele está comprando tem origem conhecida e qualidade atestada. É um selo de confiança, que permite escolher com mais consciência. A peça mais sustentável é a que você já tem, mas quando for comprar, saber de onde vem o café faz diferença.
Desafios e próximos passos
A conquista da Indicação Geográfica não é imediata. O processo envolve estudos técnicos, levantamento de dados históricos e comprovação de que o café acreano tem características únicas ligadas à região. A Embrapa Brasília está à frente desse trabalho, que deve durar alguns anos.
O 2º Seminário Estadual da Cafeicultura Acreana, em Rio Branco, foi o palco para o anúncio público da iniciativa. A participação de Rita Milagres mostra o compromisso da Embrapa com o desenvolvimento da cafeicultura no Acre. Agora, cabe aos produtores e instituições locais se articularem para viabilizar o projeto.
Perguntas Frequentes
O que é Indicação Geográfica (IG)?
É um selo que atesta que um produto tem origem em uma região específica e que suas características estão ligadas a esse território. No caso do café, a IG garante qualidade, rastreabilidade e identidade.
O café do Acre já tem IG?
Ainda não. A Embrapa Brasília iniciará o trabalho para conquistar a Indicação Geográfica. O processo está em fase inicial.
Quanto tempo leva para conseguir uma IG?
Depende da complexidade do produto e da região. Pode levar de 2 a 5 anos, incluindo estudos, comprovações e aprovação pelo INPI.
O café canéfora do Acre é diferente de outros?
Sim. O cultivo em clima amazônico e as práticas locais conferem características sensoriais únicas ao café canéfora acreano. A IG vai oficializar essa diferença.
Como a IG beneficia o consumidor?
Ela garante que o café tem origem conhecida e qualidade atestada. É uma ferramenta de transparência que ajuda na escolha consciente.
Onde posso comprar café do Acre com IG?
Ainda não há café acreano com IG no mercado. O processo de certificação está em andamento. Acompanhe as novidades nos canais oficiais da Embrapa e do governo do Acre.
Sofia Mendes Carvalho
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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