Anac: passagem aérea sobe 0,3% em junho, enquanto querosene avança 57,6%
A tarifa aérea doméstica média no Brasil subiu 0,3% em junho, para R$ 660,5, segundo a Anac. Enquanto isso, o querosene de aviação avançou 57,6% no mesmo período, puxado por tensões no Oriente Médio e volatilidade do petróleo.
A tarifa aérea doméstica média no Brasil subiu 0,3% em junho, para R$ 660,5, segundo a Anac. Enquanto isso, o querosene de aviação avançou 57,6% no mesmo período, puxado por tensões no Oriente Médio e volatilidade do petróleo.
Anac: passagem aérea sobe 0,3% em junho, enquanto preço do querosene avança 57,6%
Segundo a Anac, a tarifa aérea doméstica média subiu 0,3% em junho de 2026 ante o mesmo mês de 2025, para R$ 660,5 por trecho. O preço do querosene de aviação avançou 57,6% no período, a R$ 5,66 por litro, influenciado por tensões geopolíticas e volatilidade do petróleo.
O que dizem os dados da Anac sobre a tarifa aérea
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou que a tarifa aérea doméstica média no Brasil foi de R$ 660,5 por trecho em junho de 2026. O número representa alta de 0,3% na comparação com junho de 2025 e de 3,1% ante junho de 2024, já corrigido pelo IPCA.
Os dados consideram todos os bilhetes adquiridos por passageiros em voos nacionais, rota a rota. O cálculo leva em conta apenas o valor pago pelo transporte aéreo, sem incluir taxas de embarque e serviços acessórios, como despacho de bagagem e marcação de assentos.
Por que o querosene de aviação subiu tanto
No mesmo período, o preço médio do querosene de aviação (QAV) alcançou R$ 5,66 por litro. Isso representa aumento de 57,6% ante junho de 2025 e de 34,1% em relação a junho de 2024.
O avanço do combustível ocorre em um contexto de maior volatilidade no mercado internacional de petróleo ao longo dos últimos meses. As tensões entre os Estados Unidos e o Irã, no Oriente Médio, influenciaram diretamente as cotações.
O QAV é um dos principais custos das companhias aéreas, respondendo por 33% dos custos operacionais. Ele reflete oscilações nas cotações internacionais da commodity e do câmbio.
Como a alta do QAV impacta o bolso do passageiro
Com o QAV pesando um terço dos custos das aéreas, a disparada de 57,6% no preço do litro deveria, em tese, pressionar as tarifas para cima. Mas os números da Anac mostram uma realidade diferente: a passagem subiu apenas 0,3%.
Isso sugere que as companhias estão absorvendo parte do choque, seja por competição acirrada, seja por estratégia de manter ocupação das aeronaves. Ou que o consumidor já sentiu o baque em meses anteriores, com reajustes que não aparecem na média de junho.
O que esperar para os próximos meses
Se o cenário geopolítico continuar tenso e o petróleo seguir volátil, o QAV tende a se manter alto. As aéreas, com margens apertadas, podem repassar o custo mais cedo ou mais tarde. Fica de olho nos próximos boletins da Anac.
Perguntas Frequentes
A passagem aérea subiu ou caiu em junho?
Segundo a Anac, subiu 0,3% ante junho de 2025, para R$ 660,5 por trecho.
O que é o QAV?
É o querosene de aviação, combustível que responde por 33% dos custos das companhias aéreas.
Por que o querosene de aviação subiu tanto?
Por causa da volatilidade no mercado internacional de petróleo, influenciada por tensões entre Estados Unidos e Irã.
A tarifa inclui taxas de embarque e bagagem?
Não. O cálculo da Anac considera apenas o valor pago pelo transporte aéreo, sem taxas de embarque e serviços acessórios.
Como a alta do QAV afeta o preço das passagens?
O QAV é um dos principais custos das aéreas. Quando sobe, pode pressionar as tarifas, mas em junho o repasse foi pequeno (0,3%).
Bruno Yamashiro
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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