Tempo seco intensifica risco de queimadas no interior paulista em julho
A Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta para risco elevado de queimadas nas regiões central, oeste e leste do estado. A área a partir de Piracicaba está em alerta até quarta-feira (21), com risco extremo no norte entre Barretos e Araçatuba. A seca persiste desde fevereiro de 20
A Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta para risco elevado de queimadas nas regiões central, oeste e leste do estado. A área a partir de Piracicaba está em alerta até quarta-feira (21), com risco extremo no norte entre Barretos e Araçatuba. A seca persiste desde fevereiro de 20
O tempo seco intensifica o risco de queimadas no interior paulista, com a Defesa Civil do estado de São Paulo emitindo alerta para risco elevado de incêndios nas regiões central, oeste e leste. A partir de Piracicaba, toda a área está em alerta entre hoje (19) e quarta-feira (21). A região norte, entre Barretos e Araçatuba, entra em situação de risco extremo no dia 21. A seca é monitorada pelo Monitor das Secas, da Agência Nacional de Águas (ANA), que aponta condição de seca moderada ou leve desde fevereiro de 2024.
Apesar do alerta, o estado registra historicamente poucos focos de incêndio e queimadas. A pior situação ocorreu em 2024, quando a região norte paulista teve queimadas extensas em lavouras de cana-de-açúcar. Na ocasião, o fenômeno El Niño estava presente, com menos intensidade do que o esperado para este ano. Em 2025, incêndios atingiram parques estaduais e áreas de proteção ambiental (APAs), mas um plano robusto de prevenção e combate a incêndios florestais evitou impactos maiores.
Como o tempo seco afeta o abastecimento urbano no interior paulista
Nos últimos dez anos, cidades do interior enfrentam dificuldades nos períodos mais secos, recorrendo a rodízios e obras de captação alternativa. Municípios como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto registraram longos períodos de estresse nos sistemas de saneamento.
A região metropolitana da capital também sente os efeitos: desde janeiro deste ano, a captação de água passou a ocorrer cada vez mais longe, na bacia do Rio Paraíba do Sul, com torneiras secas nas madrugadas por meses seguidos.
O que esperar para os próximos dias
A combinação de tempo seco, baixa umidade e vegetação ressecada cria condições propícias para queimadas. A Defesa Civil recomenda atenção redobrada em áreas rurais e próximas a rodovias. Não queimar lixo ou vegetação seca é medida essencial para evitar a propagação do fogo.
Para quem vive nas regiões de alerta, o monitoramento da umidade do ar e o cuidado com fontes de calor são práticas recomendadas. O plano de prevenção do estado, que evitou danos maiores nos últimos anos, segue ativo, mas a seca prolongada exige vigilância.
Perguntas Frequentes
O que fazer durante o alerta de queimadas?
Evite queimadas controladas, não descarte bitucas de cigarro em áreas secas e mantenha vegetação limpa ao redor de residências.
Quais cidades estão em risco extremo?
A região norte entre Barretos e Araçatuba está em risco extremo no dia 21, segundo a Defesa Civil.
Como a seca afeta o abastecimento de água?
Cidades como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto enfrentam estresse hídrico, com rodízios e obras de captação alternativa nos últimos dez anos.
O que causou as queimadas em 2024?
Em 2024, a região norte paulista teve queimadas extensas em lavouras de cana-de-açúcar, com presença do El Niño.
O plano de prevenção do estado é eficaz?
Sim, um plano robusto de prevenção e combate a incêndios florestais impediu impactos maiores nos últimos anos, mesmo com incêndios em APAs em 2025.
Heloísa Brandt
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
Ver todos os artigos →