Sindicatos contestam reunião de Mailza com agentes socioeducativos e negam representação
O Sindicato dos Servidores Socioeducativos do Acre (Sintase) e a Associação dos Servidores Socioeducativos do Acre (Asseac) divulgaram nota pública contestando a reunião da governadora Mailza Assis com agentes, afirmando que a categoria de carreira não foi representada no encontr
O Sindicato dos Servidores Socioeducativos do Acre (Sintase) e a Associação dos Servidores Socioeducativos do Acre (Asseac) divulgaram nota pública contestando a reunião da governadora Mailza Assis com agentes, afirmando que a categoria de carreira não foi representada no encontr
Eu acompanho de perto as movimentações no serviço público do Acre, e essa semana um episódio chamou minha atenção. No último dia 20, a governadora Mailza Assis se reuniu com agentes do Instituto Socioeducativo do Acre (ISE) na sede do Progressistas, em Rio Branco. O governo divulgou o encontro como um diálogo com a categoria. Mas nem todo mundo viu assim.
O Sindicato dos Servidores Socioeducativos do Estado do Acre (Sintase) e a Associação dos Servidores Socioeducativos do Acre (Asseac) soltaram uma nota pública contestando a versão oficial. Eles afirmam que a governadora não se reuniu com os agentes socioeducativos de carreira. "Os participantes da reunião foram servidores terceirizados, cargos de confiança e comissionados", diz um trecho do comunicado.
As entidades também disseram que não foram comunicadas previamente sobre o encontro. Estavam presentes o presidente do ISE, coronel Mário Cesar, o secretário de Governo, Luiz Calixto, e o ex-presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kimpara. Para o Sintase e a Asseac, isso mostra que a categoria efetiva ficou de fora.
A nota ainda lista reivindicações que, segundo as entidades, não avançaram ao longo dos últimos anos. Entre elas estão a defasagem salarial, a falta de carteiras funcionais, a ausência de novos uniformes há mais de dois anos, promoções pendentes e o que chamam de sindicâncias e processos administrativos disciplinares excessivos.
O sindicato e a associação sustentam que têm a prerrogativa legal de representar os servidores efetivos do ISE nas discussões sobre direitos e valorização. No fim da nota, eles afirmam que permanecem abertos ao diálogo com o governo e defendem a continuidade das tratativas voltadas à valorização dos servidores de carreira e ao fortalecimento do sistema socioeducativo no Acre.
Para quem vive no estado e depende dos serviços públicos, essa briga institucional tem impacto direto. Se a categoria não se sente representada, as condições de trabalho podem piorar, e quem sofre é o sistema como um todo.
Perguntas Frequentes
Por que os sindicatos contestaram a reunião?
O Sintase e a Asseac afirmam que a reunião não teve representantes dos agentes socioeducativos de carreira, apenas servidores terceirizados e comissionados.
Quem participou do encontro com a governadora?
Além de Mailza Assis, estiveram presentes o presidente do ISE, coronel Mário Cesar, o secretário de Governo, Luiz Calixto, e o ex-presidente da FEM, Minoru Kimpara.
Quais são as principais reivindicações da categoria?
Defasagem salarial, falta de carteiras funcionais, ausência de uniformes há mais de dois anos, promoções pendentes e processos administrativos considerados excessivos.
As entidades estão abertas ao diálogo?
Sim, o Sintase e a Asseac afirmam que permanecem abertos ao diálogo com o governo para tratar da valorização dos servidores de carreira.
Tatiane Rocha dos Santos
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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