Senado autoriza governo Lula a contratar US$ 2 bi em empréstimos
O Senado autorizou o Brasil a contratar US$ 2 bilhões em empréstimos externos com Bird e AIIB. As operações foram publicadas no DOU e somam cerca de R$ 10,3 bilhões. Entenda os detalhes.
O Senado autorizou o Brasil a contratar US$ 2 bilhões em empréstimos externos com Bird e AIIB. As operações foram publicadas no DOU e somam cerca de R$ 10,3 bilhões. Entenda os detalhes.
O Senado Federal autorizou nesta 3ª feira (8.set.2026) o Brasil a contratar dois empréstimos externos de US$ 1 bilhão cada, totalizando US$ 2 bilhões. As operações foram publicadas no DOU (Diário Oficial da União) e somam cerca de R$ 10,3 bilhões. Os credores são o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) e o AIIB (Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura). Nenhum dos contratos estabelece contrapartida financeira da União.
A autorização veio por meio das Resoluções 43 e 45 de 2026, promulgadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e publicadas na edição 169 do DOU. A Resolução 43 autoriza o contrato com o Bird; a Resolução 45 corresponde à operação com o AIIB. Os documentos na íntegra estão disponíveis em PDF (129 KB).
O que o empréstimo com o Bird vai financiar
O empréstimo de US$ 1 bilhão com o Bird financiará o "Programa Reformas para o Crescimento Produtivo, Sustentável e Inclusivo do Brasil". Os recursos darão apoio orçamentário a medidas de melhoria do sistema tributário e da sustentabilidade fiscal. O programa também prevê ações climáticas relacionadas ao financiamento sustentável e à preservação ambiental, além de medidas de inclusão social. As iniciativas são compatíveis com o PPA (Plano Plurianual) 2024-2027.
No contrato com o Bird, o desembolso poderá ser realizado até 31 de dezembro de 2026. A operação tem 5 anos de carência e amortização de até 19 anos, com pagamentos semestrais.
Como funciona o empréstimo com o AIIB
Já a operação com o AIIB financiará o "Programa de Reformas de Valor-Agregado para o Desenvolvimento e Sustentabilidade Econômica e Ecológica (Eco Invest Brasil)". O desembolso será feito em parcela única de US$ 997,5 milhões, depois do desconto de US$ 2,5 milhões referentes à comissão de abertura. O pagamento dependerá da verificação, pelo banco, do cumprimento das ações acordadas na matriz de políticas.
Com o AIIB, o desembolso poderá ser até 30 de junho de 2028. A amortização será feita em 20 anos, com o principal pago em uma única parcela ao final do período.
Análise: o que observar nas condições das operações
Do ponto de vista técnico, chama atenção a ausência de contrapartida financeira da União em ambos os contratos, o que significa que os recursos virão integralmente dos bancos multilaterais. Outro ponto relevante é a diferença nos prazos: enquanto o Bird prevê amortização escalonada com carência de 5 anos, o AIIB concentra o pagamento do principal em parcela única ao final de 20 anos. Essa estrutura pode impactar o fluxo de caixa do Tesouro em momentos distintos. Para quem acompanha a política fiscal, vale monitorar como esses desembolsos serão contabilizados no orçamento e se as metas do PPA serão cumpridas. impacto de empréstimos externos na dívida pública
Perguntas Frequentes
Quais bancos estão emprestando US$ 2 bilhões ao Brasil?
Os credores são o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) e o AIIB (Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura). Cada um emprestará US$ 1 bilhão.
Quando o dinheiro dos empréstimos será liberado?
O desembolso com o Bird pode ocorrer até 31 de dezembro de 2026. Com o AIIB, o prazo vai até 30 de junho de 2028.
Quais são as condições de pagamento do empréstimo com o Bird?
A operação tem 5 anos de carência e amortização de até 19 anos, com pagamentos semestrais.
O que é o Eco Invest Brasil?
É o programa financiado com recursos do AIIB, que prevê reformas de valor-agregado para o desenvolvimento e sustentabilidade econômica e ecológica. o que é o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura
As operações precisam de garantias da União?
Não. Nenhum dos contratos estabelece contrapartida financeira da União, conforme publicado no DOU.
Sofia Mendes Carvalho
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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