Velloso cobra R$ 1 bilhão para obras na BR-364
Candidato ao Senado pelo Acre, Eduardo Velloso cobrou em sabatina a execução do R$ 1 bilhão anunciado para a BR-364 em 2023 e propôs emendas de bancada para a manutenção da rodovia.
Candidato ao Senado pelo Acre, Eduardo Velloso cobrou em sabatina a execução do R$ 1 bilhão anunciado para a BR-364 em 2023 e propôs emendas de bancada para a manutenção da rodovia.
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo Velloso (Solidariedade) cobrou, durante sabatina, a execução dos R$ 1 bilhão anunciados no início de 2023 para intervenções na BR-364, principal ligação rodoviária entre Rio Branco e os municípios do interior do Acre. Segundo ele, os recursos não foram aplicados conforme o previsto.
Em números diretos: Velloso afirma que a manutenção da rodovia exige entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões por ano só para garantir a trafegabilidade. Do total anunciado, R$ 400 milhões seriam destinados inicialmente à reconstrução. O trecho entre Sena Madureira e Feijó é apontado por ele como uma das áreas que precisam de reconstrução.
A cobrança tem efeito prático para quem depende da estrada no dia a dia. Quem viaja entre a capital e o interior do Acre sente no bolso o preço do frete, o tempo de deslocamento e o desgaste do veículo. Cada trecho esburacado vira custo extra para o transporte de alimentos, remédios e mercadorias que abastecem o comércio local. Manter a rodovia trafegável não é só obra de engenharia: é o que segura o preço final na prateleira.
Na sabatina, o candidato propôs que os parlamentares eleitos assumam o compromisso de destinar parte das emendas de bancada à manutenção da estrada. Em paralelo, defendeu cobrar do governo federal a execução das obras de reconstrução. A ideia é dividir a responsabilidade: o recurso da bancada cobre o remendo e a conservação, enquanto a reconstrução fica com o Executivo federal.
Velloso também defendeu a abertura da ligação rodoviária entre o Acre e Pucallpa, no Peru. Na avaliação apresentada por ele, a conexão internacional ampliaria o fluxo de cargas pelo estado e mudaria a posição do Acre na rota de integração regional.
"Se nós conseguirmos abrir a estrada até Pucallpa, parte do Brasil vai passar por aqui e o Acre vai deixar de ser uma rua com beco sem saída", afirmou durante a sabatina.
O que fica de concreto é a conta: R$ 1 bilhão anunciado, R$ 400 milhões para reconstrução na primeira etapa, R$ 250 milhões a R$ 300 milhões por ano para não deixar a estrada parar. Enquanto a execução não avança, quem mora no interior segue medindo a distância entre Rio Branco e a casa em horas de estrada e no preço do que chega ao comércio.
Tatiane Rocha dos Santos
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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