Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode afetar transporte
Rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões após rodada de negociação. A greve, que pode começar nos próximos dias, ameaça paralisar 40% da frota da cidade. Saiba o que está em jogo e como se preparar.
Rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões após rodada de negociação. A greve, que pode começar nos próximos dias, ameaça paralisar 40% da frota da cidade. Saiba o que está em jogo e como se preparar.
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode parar a cidade
Rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões na reunião desta quarta-feira, mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A principal pendência é o reajuste salarial de 12% e o valor do vale-refeição. Sem acordo, a categoria pode deflagrar greve a partir da próxima segunda-feira, afetando cerca de 40% da frota da cidade.
Por que rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões?
A negociação entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o Rio Ônibus, que representa as empresas, travou em dois pontos. O Sindicato pede reajuste salarial de 12%, enquanto os patrões oferecem 8%. Outro impasse é o vale-refeição: os rodoviários querem R$ 35 por dia; os patrões propõem R$ 30.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a categoria não aceita a proposta patronal porque ela não cobre a inflação do período. O Rio Ônibus, por sua vez, alega que o setor enfrenta queda de 15% no número de passageiros desde 2024, o que reduz a receita das empresas.
O que está em jogo na greve dos rodoviários do Rio?
Se a greve for deflagrada, a cidade pode enfrentar paralisação parcial do transporte público. O Sindicato dos Rodoviários estima que 40% da frota deixe de circular nos primeiros dias. As linhas mais afetadas são as que atendem a Zona Norte e a Zona Oeste, onde o ônibus é o principal meio de locomoção.
A Prefeitura do Rio já informou que vai multar as empresas que descumprirem a frota mínima de 70% em horário de pico, conforme a Lei Municipal 6.000/2026.
Direitos dos passageiros durante a greve
Se a greve acontecer, os passageiros têm direitos garantidos. A empresa deve manter frota mínima de 70% em horário de pico e 50% nos demais horários. Quem tiver passe estudantil ou bilhete único pode usar outros modais, como metrô e BRT, sem custo extra, desde que haja convênio.
O Procon-RJ orienta que o passageiro guarde o comprovante de atraso para pedir reembolso de passagem, caso o ônibus não apareça.
Histórico de greves dos rodoviários no Rio
A última greve dos rodoviários no Rio foi em 2024, quando a categoria parou por três dias. Na ocasião, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) multou o sindicato em R$ 500 mil por descumprir a frota mínima.
Em 2023, a greve durou cinco dias e só terminou após intervenção do MPT, que mediou um acordo com reajuste de 10%.
Próximos passos: assembleia e possível greve
A assembleia dos rodoviários está marcada para sexta-feira, às 10h, na sede do sindicato, na Tijuca. Se a categoria rejeitar a proposta patronal, a greve pode começar na segunda-feira seguinte.
O Rio Ônibus afirma que vai recorrer ao TRT-1 para declarar a greve ilegal, caso ela ocorra sem cumprir a frota mínima.
Perguntas Frequentes
Quando começa a greve dos rodoviários do Rio?
Se a categoria rejeitar a proposta na assembleia de sexta-feira, a greve pode começar na segunda-feira seguinte.
Quais linhas de ônibus serão afetadas?
As linhas da Zona Norte e Zona Oeste, que concentram 60% da frota, serão as mais impactadas.
O que fazer se o ônibus não passar?
Guarde o comprovante de atraso e acione o Procon-RJ para pedir reembolso. Use metrô ou BRT se tiver bilhete único.
A greve é legal?
A greve é legal se a categoria cumprir a frota mínima de 70% em horário de pico. Caso contrário, o TRT-1 pode multar o sindicato.
Como fica o passe estudantil durante a greve?
O passe estudantil continua valendo em outros modais, desde que haja convênio entre as empresas.
Quanto tempo pode durar a greve?
Não há prazo definido. A última greve durou três dias, mas pode se estender se não houver acordo.
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Bruno Yamashiro
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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