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Polícia deflagra operação contra roubo de medicamentos oncológicos no RJ

ResumoA Operação Metástase, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, desarticulou organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano, utilizando empresas de fachada para recolocar os produtos no mercado ilegal.

Policiais civis do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Metástase contra organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano e usava empresas de fachada para recolocar

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Sofia Mendes Carvalho
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Polícia deflagra operação contra roubo de medicamentos oncológicos no RJ
Foto: Imagem ilustrativa · Vistok

Policiais civis do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Metástase contra organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano e usava empresas de fachada para recolocar

Polícia deflagra operação contra roubo de medicamentos oncológicos

Policiais civis do Rio de Janeiro deflagraram, nesta terça-feira (21), a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em roubos e distribuição de medicamentos oncológicos e imunossupressores. As investigações revelaram que a quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em apenas um ano e utilizava empresas de fachada para recolocar o material roubado no mercado. Os agentes cumprem dezenas de mandados de busca e apreensão e de prisão contra integrantes e lideranças do grupo.

Como funcionava o esquema de roubo de medicamentos oncológicos

A organização criminosa era altamente sofisticada e violenta, especializada em roubos de cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto valor de mercado. Os agentes constataram a participação do grupo em pelo menos 20 crimes semelhantes nos últimos seis meses, além da movimentação financeira superior a R$ 33 milhões no período de um ano, entre 2025 e 2026, por meio da utilização de empresas de fachada.

Quatro núcleos de atuação

Os policiais identificaram diferentes núcleos, cada um responsável por uma etapa da operação: o núcleo dos que roubavam; o núcleo logístico-financeiro intermediário; o núcleo logístico-financeiro final; e o núcleo de suporte territorial. A apuração revelou que o esquema ia muito além do roubo das cargas transportadas.

Após as ações criminosas, os medicamentos eram levados para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré, onde ocorria o transbordo e a redistribuição da carga. A facção criminosa atuava no suporte territorial, fornecendo apoio bélico e proteção ao núcleo de roubadores. Em seguida, um segundo núcleo era responsável pelo armazenamento, fracionamento e envio dos medicamentos roubados.

Empresas de fachada e receptação

Para esconder a origem dos produtos e enviá-los aos receptadores finais em diversos estados do país, os integrantes utilizavam empresas de fachada, transportadoras, entregadores e "laranjas". As equipes identificaram membros do grupo responsáveis por aliciar funcionários de transportadoras para obter informações privilegiadas sobre rotas e cargas.

As investigações apontaram que cerca de 25 empresas de fachada, distribuídas entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, integravam a engrenagem financeira da organização criminosa e eram utilizadas para receptar os medicamentos roubados no estado do Rio de Janeiro.

Destino dos medicamentos roubados

Segundo os agentes, os medicamentos eram revendidos tanto para hospitais privados quanto, em alguns casos, para instituições públicas de saúde, por meio de processos licitatórios na modalidade de tomada de preços. Ao oferecer valores inferiores aos praticados pelo mercado regular, o grupo conseguia inserir produtos de origem criminosa na cadeia legítima de fornecimento. As investigações indicaram que o material roubado era reinserido em instituições públicas de saúde de todo o país.

Risco à saúde pública

De acordo com as informações coletadas, o esquema representa uma grave ameaça não apenas ao patrimônio, mas também à saúde pública. "Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem rigoroso controle de temperatura e armazenamento durante todo o transporte. Quando mantidos em condições inadequadas, podem perder a eficácia, sofrer contaminação ou até gerar substâncias nocivas", diz a polícia.

Além disso, o volume expressivo das cargas roubadas pode comprometer o abastecimento dos sistemas de saúde, impactando diretamente o tratamento de pacientes oncológicos, transplantados e pessoas com doenças autoimunes.

Líder identificado e bloqueio de bens

Os policiais também identificaram o líder da organização criminosa, um homem com longo histórico de envolvimento em roubos de cargas. Também foi pedido o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio.

Diligências em quatro estados

As diligências ocorrem simultaneamente no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, na Baixada Fluminense, além de endereços em São Paulo, Goiás e Pará, com o apoio das unidades policiais de cada estado.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Metástase?

É uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrada em 21 de julho de 2026 para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos e imunossupressores.

Quanto a quadrilha movimentou?

A organização criminosa movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano, entre 2025 e 2026.

Como os medicamentos eram revendidos?

Os medicamentos eram revendidos para hospitais privados e, em alguns casos, para instituições públicas de saúde por meio de processos licitatórios na modalidade de tomada de preços, com valores inferiores aos do mercado regular.

Quantas empresas de fachada foram identificadas?

Cerca de 25 empresas de fachada, distribuídas entre Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, integravam a engrenagem financeira da organização criminosa.

Qual o risco dos medicamentos roubados para a saúde?

Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem controle rigoroso de temperatura e armazenamento. Em condições inadequadas, podem perder eficácia, sofrer contaminação ou gerar substâncias nocivas.

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Sofia Mendes Carvalho

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