# Novo tarifaço: EUA anunciam sobretaxa de 12,5% contra o Brasil

> Os Estados Unidos anunciaram sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio. A nova tarifa eleva a alíquota média efetiva do Brasil para 18,89%, somando-se aos 25% já impostos anteriormente. A medida foi divulgada em 23 de janeiro de 2025.

*Vistok · Estilo Pessoal · 24 de julho de 2026 · Heloísa Brandt*

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (23) uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio. A medida se soma aos 25% já impostos, elevando a tarifa média efetiva do Brasil a 18,89%.

## Novo tarifaço: EUA anunciam sobretaxa de 12,5% contra o Brasil

Os Estados Unidos decidiram aplicar uma nova tarifa ao Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio. A sobretaxa de 12,5% foi anunciada nesta quinta-feira (23) e deve se somar aos 25% já impostos na semana passada em outra investigação envolvendo produtos brasileiros.

**Resposta direta:** Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio. A medida se soma aos 25% já impostos na semana anterior, elevando a tarifa média efetiva do Brasil a 18,89%. O país ocupa a segunda posição entre os mais afetados pelo tarifaço do governo Trump, atrás apenas da China.

## O que muda com a nova sobretaxa de 12,5%

O Brasil integra um grupo de 59 economias atingidas pela medida, cujas tarifas variam entre 10% e 12,5%. De acordo com um cálculo realizado pela iniciativa GTA (Global Trade Alert) e encaminhado à reportagem, somando as duas tarifas, o Brasil segue como o segundo país que mais sofre com tarifaço do governo Trump, só atrás da China.

Antes, como mostrou a BBC, o Brasil já tinha subido da 13ª para a segunda posição. Agora, com as novas tarifas de 12,5%, o país segue na segunda posição com uma tarifa média efetiva de 18,89%.

## Por que os EUA aplicaram a tarifa: a justificativa do USTR

Em relatório divulgado no início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) argumentou que, embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio de compromissos assumidos em acordos de investimento e livre comércio, "essas disposições não vedam legalmente a importação, para comercialização no mercado doméstico, de produtos fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado em outros países".

Com base nessa avaliação, o USTR concluiu que a política brasileira em relação ao trabalho forçado é "injustificável" e impõe obstáculos ao comércio americano.

## Quais países foram classificados no mesmo grupo

Na decisão anunciada nesta quarta, o Brasil foi enquadrado na categoria de países que, segundo o órgão, não proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado nem fiscalizam de forma efetiva esse tipo de entrada. Ao todo, 54 países foram classificados nesse grupo.

## Contexto legal: a substituição de tarifas globais

Especialistas avaliam que a nova rodada de tarifas pode funcionar como uma forma de substituir as tarifas globais de 10% pela seção 122, cuja vigência termina no fim de julho.

Essas sobretaxas haviam sido adotadas pelo governo Donald Trump com base na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), instrumento cuja utilização para esse fim foi considerada ilegal pela Justiça americana, levando o governo a buscar outras bases legais para manter as restrições comerciais.

Normalmente, as investigações sob a seção 301 têm duração de um ano. Porém, os EUA já tinham sinalizado que gostariam que este processo fosse rápido.

## O que disse o representante de comércio dos EUA

Jamieson Greer, representante dos EUA para o comércio, tinha afirmado no início de junho que "a falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável". "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais essa disparidade."

Greer sinalizou, em março, que as conclusões aconteceriam "em meses" e poderiam apontar para a necessidade de acordos bilaterais. "Se os países não quiserem negociar, poderemos impor novas tarifas ou multas", afirmou. Com informações da Folhapress

## Perguntas Frequentes

### Qual é a nova tarifa dos EUA sobre o Brasil?

A sobretaxa é de 12,5%, anunciada nesta quinta-feira (23), com base na Seção 301 da Lei de Comércio.

### O Brasil é o país mais afetado pelo tarifaço?

Não. O Brasil ocupa a segunda posição, atrás apenas da China, com tarifa média efetiva de 18,89%.

### Quantos países foram atingidos pela medida?

Ao todo, 59 economias foram atingidas, com tarifas entre 10% e 12,5%.

### Qual foi a justificativa do USTR para a tarifa?

O USTR argumentou que a política brasileira em relação ao trabalho forçado é "injustificável" e impõe obstáculos ao comércio americano.

### As tarifas podem ser substituídas por outra base legal?

Sim. Especialistas avaliam que a nova rodada pode substituir as tarifas globais de 10% pela seção 122, cuja vigência termina no fim de julho.

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