Nenhuma satisfaz: análise fria das guerras atuais e paz impossível
Guerras não restabelecem pazes. Conflitos como Israel/Hamas e Rússia/Ucrânia geram perdedores de ambos os lados, enquanto os EUA falham como pacificadores e tarifam o Brasil.
Guerras não restabelecem pazes. Conflitos como Israel/Hamas e Rússia/Ucrânia geram perdedores de ambos os lados, enquanto os EUA falham como pacificadores e tarifam o Brasil.
Nenhuma satisfaz: análise fria das guerras atuais e paz impossível
Não existem guerras boas nem pazes ruins. As guerras propriamente ditas, assim como as guerrilhas frequentes mundo afora, jamais restabelecerão as pazes pretendidas. Ao final, só restam perdedores, inclusive entre os que se dizem vencedores.
Nenhuma guerra satisfaz como solução. A guerra Israel/Hamas, de avanço em avanço, resultou na maior tragédia em desfavor do povo palestino e também do povo de Israel, em particular, de Benjamin Netanyahu. O conflito entre os EUA e o Irã tem tudo a ver com a retomada da Faixa de Gaza pelos israelenses. Jamais o presidente Donald Trump deveria ter seguido orientações de um beligerante e tirano.
Por que a guerra Rússia/Ucrânia não satisfaz
A guerra Rússia/Ucrânia decorreu da prepotência de outro sanguinolento, o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Ele nunca engoliu o prestígio perdido pelo país desde o fim da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Nenhuma satisfaz como caminho para paz, pois ambas as guerras geram perdedores.
O papel dos EUA na paz mundial
Que a paz mundial depende fundamentalmente dos EUA, não há o que discutir. Seu poderio econômico, político e tecnológico e sua longeva tradição sempre os colocaram na linha de frente dos pacificadores. A Guerra Fria, quando muitos a viam como precursora da Terceira Guerra Mundial, foi contida. Mas, ao buscar retornar à presidência, a principal promessa de Donald Trump era de que bastaria sua eleição e posse para pôr fim às guerras, em particular a Rússia/Ucrânia.
Tarifaços dos EUA ao Brasil: nenhuma satisfaz como diplomacia
Em relação ao Brasil, o presidente Donald Trump, rompendo uma tradição de mais de dois séculos, sempre nos incluiu em seus tarifaços. O mais impressionante é que o relacionamento comercial EUA/Brasil sempre foi superavitário para os próprios EUA. Não em defesa do presidente Lula, e sim do país, não podemos aceitar o tratamento que os EUA insistem em nos dispensar, um relacionamento nada diplomático, a ver pelos tarifaços, sobretudo o mais recente.
Que o Brasil venha a ser tarifado sob alegação de praticar trabalho escravo e por não cuidar bem do meio ambiente não passa de uma piada de mau gosto.
O que esperar das próximas eleições
Por último: com vistas às nossas próximas eleições, resta saber como irão se posicionar os defensores da nossa pujante agropecuária. Nenhuma satisfaz como resposta única para os desafios geopolíticos atuais.
Perguntas Frequentes
Por que nenhuma guerra satisfaz como solução?
Porque ao final de todas elas só restam perdedores, inclusive entre aqueles que se dizem vencedores.
Qual foi o resultado da guerra Israel/Hamas?
A guerra resultou na maior tragédia em desfavor do povo palestino e também do povo de Israel, em particular de Benjamin Netanyahu.
O que causou a guerra Rússia/Ucrânia?
A guerra decorreu da prepotência do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que nunca engoliu o prestígio perdido pelo país desde o fim da URSS.
Como os EUA se relacionam com o Brasil?
O presidente Donald Trump rompeu uma tradição de mais de dois séculos ao incluir o Brasil em tarifaços, mesmo com o relacionamento comercial sendo superavitário para os EUA.
O que esperar das próximas eleições brasileiras?
Resta saber como irão se posicionar os defensores da pujante agropecuária brasileira.
Heloísa Brandt
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
Ver todos os artigos →