MPAC pede prisão preventiva de mãe e padrasto suspeitos da morte de criança
O MPAC pediu a prisão preventiva de uma mulher de 18 anos e um homem de 23, mãe e padrasto, suspeitos da morte de uma criança de 3 anos em Porto Acre. Pedido foi acolhido pelo juízo.
O MPAC pediu a prisão preventiva de uma mulher de 18 anos e um homem de 23, mãe e padrasto, suspeitos da morte de uma criança de 3 anos em Porto Acre. Pedido foi acolhido pelo juízo.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) pediu a prisão preventiva de uma mulher de 18 anos e de um homem de 23 anos, mãe e padrasto, suspeitos da morte de uma criança de três anos em Porto Acre. O pedido foi feito durante audiência de custódia pelo promotor de Justiça Flávio Bussab Della Líbera e acolhido pelo juízo.
A criança foi levada pelo casal ao hospital de Porto Acre já sem vida, com lesões e hematomas em diferentes regiões do corpo. Segundo o boletim de ocorrência, as marcas estavam no rosto, pescoço, região lombar, virilha, glúteos, coxas e braços. Também foram registradas lesões anteriores sem tratamento adequado, como uma queimadura no pé e um ferimento nas costas atribuído a contato com ferro.
Para o MPAC, as informações já reunidas indicam necessidade de aprofundar as investigações sobre as circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade dos dois investigados, que exerciam a guarda de fato da criança. O órgão também apontou contradições entre os relatos do casal, como as características da escada e a dinâmica do suposto acidente. Consta ainda notícia anterior de supostos maus-tratos ao Conselho Tutelar envolvendo o padrasto.
Outro ponto destacado foi o tempo superior a quatro horas entre o momento em que a criança teria sofrido o acidente e a busca por atendimento médico. O MPAC levou em consideração ainda a existência de outra criança na casa, uma recém-nascida de aproximadamente dois meses, filha do casal, o que exige proteção especial do Estado.
O promotor também mencionou a necessidade de preservar a coleta de provas, já que ainda deverão ser ouvidas pessoas que podem contribuir para esclarecer o histórico da criança, incluindo vizinhos e integrantes do Conselho Tutelar. O caso segue em investigação.
Bruno Yamashiro
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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