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Motorista que matou gari em SP: homicídio qualificado

ResumoO Ministério Público de São Paulo denunciou o motorista pelo homicídio duplamente qualificado do gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos. O atropelamento fatal ocorreu na noite de 26 de julho, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. A denúncia formaliza a acusação de crime qualificado contra o condutor do veículo.

O Ministério Público de São Paulo denunciou o motorista que atropelou e matou o gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos, por homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu na noite de 26 de julho, na Barra Funda, zona oeste da capital.

SM
Sofia Mendes Carvalho
· · 4 min de leitura
Motorista que matou gari em SP: homicídio qualificado
Foto: Imagem ilustrativa · Vistok

O Ministério Público de São Paulo denunciou o motorista que atropelou e matou o gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos, por homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu na noite de 26 de julho, na Barra Funda, zona oeste da capital.

Motorista que matou gari em SP vai responder por homicídio qualificado

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o motorista que atropelou e matou o gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos, por homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu na noite de 26 de julho, na capital paulista, enquanto o funcionário da Loga, concessionária responsável pela coleta de lixo, trabalhava no bairro da Barra Funda, zona oeste.

Resposta direta: O motorista que matou o gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos, em São Paulo, vai responder por homicídio duplamente qualificado, segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O caso ocorreu em 26 de julho, na Barra Funda, zona oeste. O motorista também é acusado de dirigir sob efeito de álcool e fugir do local.

O que diz a denúncia do MPSP

A promotora Mônica Nogueira Rodrigues, autora da denúncia levada ao Judiciário na última sexta-feira (31), acusa o motorista de conduzir veículo sob influência de álcool e por fugir do local, condutas que infringem os artigos 305 e 306 do Código de Trânsito Brasileiro.

O exame do bafômetro feito no denunciado apontou concentração de 0,73 miligramas de álcool.

"Após ingerir bebida alcoólica em quantidade suficiente para comprometer sua capacidade psicomotora, o denunciado assumiu a direção do veículo e passou a trafegar em velocidade incompatível com a via", informou o MPSP, em nota.

Pedidos do Ministério Público

Além da instauração da ação penal, o MPSP solicitou a manutenção da prisão preventiva do denunciado, a suspensão de sua habilitação para dirigir, em caso de condenação pelo crime de embriaguez ao volante, e a fixação de indenização mínima de R$ 500 mil em favor de parentes da vítima.

A dinâmica do acidente

Segundo Mônica, o motorista lançou o automóvel contra um trecho da via ocupado por toda a equipe de coleta de lixo, além de outros veículos e motocicletas que transitavam pelo local.

A promotora também afirma que a vítima foi surpreendida enquanto desempenhava seu trabalho, sem qualquer possibilidade de perceber o risco, reagir ou desviar do carro.

Contexto: quem era Diego Rafael da Silva

Diego Rafael da Silva tinha 19 anos e trabalhava como gari na Loga, concessionária responsável pela coleta de lixo na capital paulista. Ele atuava na Barra Funda, zona oeste, onde o acidente ocorreu.

O caso ganhou repercussão por envolver um trabalhador em serviço, o que reforça a gravidade das circunstâncias apontadas pelo MPSP.

O que diz a legislação

Os artigos 305 e 306 do Código de Trânsito Brasileiro tratam, respectivamente, da fuga do local de acidente e da condução de veículo sob efeito de álcool. A combinação dessas condutas com o resultado morte levou à qualificação do homicídio.

O homicídio duplamente qualificado é uma das formas mais graves previstas na legislação penal brasileira, com pena mais severa em relação ao homicídio simples.

Próximos passos do caso

A denúncia foi levada ao Judiciário na última sexta-feira (31). Agora, cabe à Justiça decidir se aceita a denúncia, o que transformaria o motorista em réu formal. O pedido de manutenção da prisão preventiva também será analisado.

Caso haja condenação, o motorista pode ainda ter a habilitação suspensa e ser obrigado a pagar indenização mínima de R$ 500 mil aos parentes da vítima.

Impacto para a categoria

O caso reacende o debate sobre a segurança dos trabalhadores da coleta de lixo, que atuam em vias públicas em horários de baixa visibilidade. A morte de Diego ocorreu durante o exercício da função, o que evidencia o risco diário enfrentado por esses profissionais.

Perguntas Frequentes

O que é homicídio duplamente qualificado?

É a qualificação do crime de homicídio quando há duas circunstâncias agravantes, como embriaguez ao volante e fuga do local, que aumentam a pena prevista.

Qual foi a concentração de álcool no bafômetro?

O exame apontou 0,73 miligramas de álcool, valor que, segundo o MPSP, comprometia a capacidade psicomotora do condutor.

Quanto de indenização o MPSP pediu?

O Ministério Público solicitou indenização mínima de R$ 500 mil em favor de parentes da vítima.

O motorista está preso?

O MPSP pediu a manutenção da prisão preventiva, que será analisada pelo Judiciário.

Quando ocorreu o atropelamento?

Na noite de 26 de julho, no bairro da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

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