Motorista de aplicativo relata proposta sexual em corrida em Rio Branco
Na madrugada de sábado, 1º, um motorista de aplicativo em Rio Branco aceitou uma corrida e recebeu mensagem com proposta sexual de R$ 50. Ele cancelou a viagem e gravou a tela do celular.
Na madrugada de sábado, 1º, um motorista de aplicativo em Rio Branco aceitou uma corrida e recebeu mensagem com proposta sexual de R$ 50. Ele cancelou a viagem e gravou a tela do celular.
Motorista de aplicativo relata proposta sexual após aceitar corrida durante a madrugada em Rio Branco
Na madrugada de sábado, 1º, um motorista de aplicativo em Rio Branco viveu uma situação constrangedora. Ele relatou ter recebido uma proposta de cunho sexual após aceitar uma solicitação de viagem. O caso teria ocorrido por volta das 3h e foi compartilhado pelo profissional em um grupo de mensagens.
Resposta direta: Um motorista de aplicativo relatou ter recebido proposta sexual após aceitar corrida na madrugada de sábado, 1º, em Rio Branco. Segundo ele, o passageiro ofereceu R$ 50 em troca de sexo oral. O profissional cancelou a viagem e gravou a tela do celular com a conversa.
O que aconteceu na corrida de madrugada
Segundo o motorista, após confirmar a corrida pela plataforma Uber, ele recebeu mensagens do suposto passageiro oferecendo R$ 50 em troca de sexo oral. Diante da abordagem, o profissional cancelou a viagem.
A mensagem enviada pelo suposto passageiro era direta: "Afim de ganhar um extra? Pago 50 para deixar eu mamar". O tom da conversa, iniciada com um simples "boa-noite", escalou para a proposta inesperada.
A gravação do motorista
Em uma gravação feita logo após o episódio, o motorista mostrou a tela do celular com a conversa mantida por meio do aplicativo e comentou a situação.
"Aí você está trabalhando de boa, aceita uma corrida e olha a conversa do cara. É porque ele não tem foto aqui, senão dava até para expor. O cara dá boa-noite, você responde por educação, e ele quer pagar 50. Vou mandar procurar outro. Vou cancelar a corrida", afirmou.
A fala revela a surpresa e o desconforto do profissional, que preferiu encerrar a viagem antes que ela começasse.
O que se sabe até agora
O profissional não informou se registrou boletim de ocorrência ou se comunicou o caso formalmente à plataforma. O suposto passageiro também não foi identificado.
Isso significa que, até o momento, a situação permanece apenas no relato do motorista, sem desdobramentos formais.
Contexto: assédio e segurança para motoristas de aplicativo
Casos como esse reacendem a discussão sobre a segurança de motoristas de aplicativo durante o trabalho noturno. Embora a maioria das corridas ocorra sem incidentes, abordagens inapropriadas podem acontecer a qualquer momento.
Vale lembrar que, em situações de assédio ou constrangimento, o motorista tem o direito de recusar ou cancelar a corrida sem penalização, desde que justifique o motivo na plataforma.
A recomendação de segurança costuma incluir: manter o celular com bateria suficiente, compartilhar a rota com alguém de confiança e, em casos extremos, acionar as autoridades locais.
Como as plataformas costumam agir
Plataformas como a Uber possuem canais de suporte para relatar comportamentos inadequados de passageiros. O motorista pode registrar a ocorrência diretamente no aplicativo, anexando prints ou gravações como evidência.
Em casos de assédio, a plataforma pode avaliar o histórico do passageiro e, dependendo da gravidade, suspender ou banir o usuário.
No entanto, sem um boletim de ocorrência, a investigação formal fica limitada. A orientação de especialistas é que, em situações de risco, o profissional procure a delegacia mais próxima.
O que fazer se você passar por situação semelhante
Se você é motorista de aplicativo e viveu algo parecido, o primeiro passo é se afastar do local e garantir sua segurança. Depois, registre a ocorrência na plataforma e, se possível, formalize um boletim de ocorrência.
Guardar prints, mensagens e gravações ajuda a dar suporte à sua versão. Em muitos casos, a plataforma responde com medidas disciplinares contra o passageiro.
A importância de relatar o caso
Relatar situações de assédio, mesmo que não haja punição imediata, contribui para que a plataforma mapeie comportamentos recorrentes e adote medidas preventivas.
Cada relato ajuda a construir um ambiente mais seguro para todos os profissionais que dependem do aplicativo para trabalhar.
A peça mais sustentável é a que você já tem, e o mesmo vale para a segurança: a prevenção começa com pequenas ações diárias.
Perguntas Frequentes
O que caracteriza assédio para motoristas de aplicativo?
Assédio envolve qualquer abordagem não consensual de cunho sexual, verbal ou física, que cause constrangimento ou medo. No caso relatado, a proposta de R$ 50 em troca de sexo oral se enquadra nessa definição.
O motorista pode cancelar a corrida sem penalização?
Sim, o motorista pode cancelar a corrida se se sentir desconfortável ou em risco. A plataforma costuma aceitar justificativas de segurança, mas é recomendável registrar o motivo no aplicativo.
Como denunciar um passageiro na Uber?
O motorista pode acessar a seção de ajuda do aplicativo, selecionar a corrida e relatar o comportamento do passageiro. É possível anexar evidências como prints e gravações.
O que acontece com o passageiro após uma denúncia?
A plataforma avalia o caso e pode aplicar advertência, suspensão ou banimento, dependendo da gravidade. Sem boletim de ocorrência, a ação fica restrita ao âmbito da plataforma.
Preciso registrar boletim de ocorrência?
Embora não seja obrigatório, o boletim de ocorrência formaliza o caso e pode ser usado como base para ações legais contra o passageiro. Em situações de assédio, é recomendável.
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A situação relatada em Rio Branco é um lembrete de que o trabalho noturno exige atenção redobrada. Mas a resposta do motorista, que cancelou a corrida e expôs a conversa, mostra que é possível reagir sem aceitar o constrangimento. Se você viveu algo parecido, não se cale: relate, registre e busque apoio. Segurança é um direito de quem trabalha, não um favor.
Com informações da Folha do Acre.
Sofia Mendes Carvalho
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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