Lei institui política de incentivo para impulsionar a indústria da saúde no país
Sancionada nesta segunda-feira (20), a lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde promete reduzir a dependência externa e baratear insumos. Descubra como isso impacta seu bolso e o acesso a tratamentos.
Sancionada nesta segunda-feira (20), a lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde promete reduzir a dependência externa e baratear insumos. Descubra como isso impacta seu bolso e o acesso a tratamentos.
Como a nova lei pode transformar o acesso a medicamentos no Brasil
Você já parou para pensar no preço de um remédio e de onde ele vem? Uma boa parte dos insumos que usamos na saúde ainda é importada, o que encarece tudo. Mas uma nova lei, sancionada nesta segunda-feira (20), promete mudar esse jogo. O Projeto de Lei n° 2583/20 institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, um plano para que o Brasil produza mais medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos aqui mesmo, reduzindo a dependência do exterior.
A lei cria as chamadas Empresas Estratégicas de Saúde (EES). Essas empresas, que cumprirem requisitos de produção, pesquisa e inovação no país, terão prioridade em processos regulatórios e acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES. Isso significa que, em vez de importar tudo, vamos fabricar localmente produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). E, no final das contas, isso pode baratear o custo dos tratamentos para você.
O que muda para o consumidor?
Quando o Brasil produz mais, a conta tende a ficar mais doce. A lei estabelece regras para compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos para o SUS. Isso deve estimular a concorrência e, com o tempo, reduzir o preço de medicamentos e insumos. Além disso, a geração de empregos qualificados no setor farmacêutico pode aquecer a economia local. O presidente da Farmabrasil, Reginaldo Arcuri, disse que a nova legislação será essencial e que o setor estará engajado em desenvolver medicamentos mais inovadores.
Os vetos que podem impactar o plano
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que apenas três vetos foram feitos ao projeto, nenhum de grande relevância. Um deles ajusta o texto às regras de taxação do Mercosul. Outro, que Padilha disse "lamentar ter de fazer", elimina contrapartidas tecnológicas que as empresas teriam ao importar produtos, para não atrapalhar investimentos. O terceiro veto envolve critérios da Anvisa para autorizar a comercialização de alguns medicamentos. No fim, o foco continua sendo a soberania nacional.
Como funciona na prática?
A estratégia nacional terá diretrizes claras: empresas que quiserem se qualificar como EES precisam atender a condições mínimas de produção e inovação no Brasil. Na avaliação do ministro Padilha, o projeto se mostrou "inspirado em outros projetos que visavam a proteção de setores estratégicos, como foi o caso da Defesa". Isso significa que, com mais produção local, o país fica menos refém de crises externas e mais preparado para emergências em saúde pública.
Perguntas Frequentes
O que é a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde?
É um conjunto de regras criado pela nova lei para incentivar a produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos médicos, fortalecendo o SUS e reduzindo a dependência externa.
Quem são as Empresas Estratégicas de Saúde (EES)?
São empresas que cumprem requisitos de produção, pesquisa e inovação no Brasil e recebem prioridade em processos regulatórios e acesso facilitado a crédito do BNDES.
Como a lei impacta o preço dos medicamentos?
Ao estimular a fabricação local, a lei deve aumentar a concorrência e, com o tempo, reduzir custos para o consumidor, já que menos produtos precisarão ser importados.
Quais foram os vetos do projeto?
Foram três vetos: um para adequar às regras do Mercosul, outro que remove contrapartidas tecnológicas na importação e um terceiro sobre critérios da Anvisa para comercialização de medicamentos.
Quando a lei começa a valer?
A lei foi sancionada nesta segunda-feira (20) e já está em vigor, com as diretrizes sendo implementadas gradualmente pelo governo.
Tatiane Rocha dos Santos
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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