Jovens chamam acreanas de vagabundas em vídeo
Durante entrevista na Expoari, em Ariquemes (RO), dois jovens que se identificaram como acreanos chamaram mulheres do Acre de vagabundas e fizeram comentários homofóbicos. O vídeo foi publicado nas redes sociais do influenciador Wando Teixeira.
Durante entrevista na Expoari, em Ariquemes (RO), dois jovens que se identificaram como acreanos chamaram mulheres do Acre de vagabundas e fizeram comentários homofóbicos. O vídeo foi publicado nas redes sociais do influenciador Wando Teixeira.
Dois jovens que se identificaram como acreanos chamaram mulheres do Acre de "vagabundas" e fizeram comentários de teor homofóbico em uma entrevista gravada pelo influenciador Wando Teixeira na Expoari, em Ariquemes, Rondônia. O vídeo foi publicado nas redes sociais do criador de conteúdo e mostra uma conversa em tom descontraído com participantes da feira.
A gravação começa com o entrevistador perguntando se "está faltando mulher no Acre". Um dos jovens responde que sim. Na sequência, outro afirma: "No Acre só tem aquelas vagabundas" e acrescenta: "Não presta". Questionados logo depois, eles confirmam ser do Acre.
O entrevistador então pergunta quais seriam cinco coisas boas no Acre que justificariam uma visita. Um dos jovens responde, em tom de brincadeira, que no estado "tem dinossauro". O outro cita repetidamente o açaí: "Segundo, açaí. Terceiro, açaí. E só açaí".
Em outro trecho, os jovens aparecem com camisas do Brasil. O entrevistador comenta que "a Copa do Mundo acabou". Um deles responde: "Acabou. Mas aqui é Bolsonaro, rapaz", em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A conversa passa para o que faltaria para a noite ficar "perfeita". Um dos jovens responde que seriam "duas do job de graça", expressão informal usada para se referir a profissionais do sexo.
Na sequência, o influenciador pergunta qual seria melhor, Acre ou Rondônia. Um dos entrevistados escolhe Rondônia e justifica dizendo que o estado tem "mulher bonita" e é um lugar "onde roda dinheiro".
Logo depois, o diálogo trata de relações entre homens. Um dos jovens afirma que, em Rondônia, "os caras sentem orgulho de torar viado". Em seguida, diz que em sua cidade, no Acre, haveria preconceito, enquanto em Rondônia as pessoas estariam menos preocupadas em esconder relações desse tipo. "Os caras tão nem aí, mano", afirma. Ele diz ainda que alguns homens chegariam a publicar nas redes sociais que tiveram relações sexuais com outros homens. A palavra "viado" é usada repetidamente no diálogo, acompanhada de comentários e estereótipos sobre homossexualidade.
Apesar das críticas ao Acre ao longo da entrevista, o entrevistador encerra dizendo que gosta do estado e pretende voltar "em breve". A gravação termina em tom de brincadeira, com os participantes falando sobre o surubim. Questionado sobre o tamanho do peixe, um deles afirma que o animal teria "uns oito metros" e seria parecido com um tubarão.
Heloísa Brandt
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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