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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

ResumoO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) zerou a fila de espera por perícia médica em agosto de 2025. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, confirmou a redução gradual desde fevereiro, partindo de 3,12 milhões de casos para o fluxo normal de atendimento. A fila residual de 224 mil perícias especiais permanece em processamento.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícia do INSS foi zerada em agosto. Queda gradual desde fevereiro, de 3,12 milhões para fluxo de atendimento. Casos especiais ainda somam 224 mil.

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Bruno Yamashiro
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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto
Foto: Imagem ilustrativa · Vistok

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícia do INSS foi zerada em agosto. Queda gradual desde fevereiro, de 3,12 milhões para fluxo de atendimento. Casos especiais ainda somam 224 mil.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. A marca foi atingida no mês passado, e o anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministério, desde fevereiro até agosto, o número de pedidos de perícia aguardando atendimento caiu gradativamente, saindo de 3,12 milhões de pessoas na fila em fevereiro para um patamar em que os novos pedidos superam a espera.

Quando a fila de espera por perícia do INSS é zerada, o que se observa é um fluxo de atendimento, não mais uma lista de espera. Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas aguardando, enquanto 1,17 milhão abriram novos pedidos naquele mês. O número na fila caiu até chegar a 1,547 milhão em julho. Em agosto, o número de novos pedidos superou o número de pessoas na fila, o que levou o ministro a declarar: "Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento. Estamos numa situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram 8 clientes. Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda".

A redução da fila de espera por perícia do INSS não veio de uma única medida. O Ministério da Previdência listou quatro frentes que, em conjunto, explicam o resultado: a nomeação de novos servidores por concurso público, as 865 agências operando com recursos de telemedicina, a adoção da perícia médica documental e os mutirões em fins de semana, com pagamento de bônus para servidores que concluíram tarefas acima das metas. Na perícia documental, o segurado não precisa ir a uma agência do INSS; basta enviar a documentação comprobatória.

O ministro Queiroz afirmou que o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos a mais somente em 2026. O INSS recebe, atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o que equivale a 43 mil pedidos por dia. "É com esse gigante que lidamos", destacou.

O presidente Lula, presente ao anúncio, contextualizou o objetivo da medida: "O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício". A fala aponta para uma mudança de prioridade: não basta zerar a fila se o segurado não tiver previsibilidade no processo.

O que significa zerar a fila de perícia do INSS, na prática

Zerar a fila de espera por perícia do INSS não significa que não há mais pedidos. Significa que o volume de novos requerimentos passou a ser atendido em um ritmo maior do que o de entrada. Em fevereiro, a fila acumulada era de 3,12 milhões de pessoas, enquanto 1,17 milhão entraram com novos pedidos no mesmo mês. Em julho, a fila estava em 1,547 milhão. Em agosto, os novos pedidos superaram a fila restante, o que configura o chamado fluxo de atendimento.

Essa inversão é o marco que o governo usa para declarar o fim da fila. Mas é preciso ler o número com cuidado: a fila de espera por perícia do INSS foi zerada para o conjunto de pedidos regulares, mas há um grupo específico que segue aguardando além do prazo legal.

Por que a fila caiu: as quatro frentes do ministério

O Ministério da Previdência atribuiu a redução da fila de espera por perícia do INSS a uma combinação de fatores estruturais e operacionais. O primeiro é a nomeação de novos servidores aprovados em concurso público, que ampliou a força de trabalho nas agências. O segundo é a expansão da telemedicina, com 865 agências operando com esse recurso, o que permite atender segurados em localidades sem perito presencial.

A terceira frente é a perícia médica documental, modalidade em que o segurado não precisa comparecer à agência, apenas enviar a documentação que comprove sua condição. A quarta é a realização de mutirões aos fins de semana, com bônus para servidores que cumprem metas acima do esperado. Segundo o ministro, esse plano gerou 2 milhões de atendimentos adicionais somente em 2026.

O que chama atenção é a escala do desafio: o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, ou 43 mil por dia. Manter a fila zerada, nesse cenário, exige que a capacidade de resposta continue crescendo no mesmo ritmo da demanda.

O prazo legal de 45 dias e a média de 34 dias

Além do fim da fila, o governo anunciou redução no tempo de espera por decisão sobre a perícia. O prazo definido por lei para uma decisão é de 45 dias, e o tempo médio atingido pelo instituto é de 34 dias. Ou seja, o INSS está operando, em média, 11 dias abaixo do limite legal.

Essa média, porém, esconde uma exceção importante. Segundo o ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, ainda existem 224 mil pessoas aguardando o resultado de perícias por um prazo maior do que 45 dias. São casos específicos e pedidos especiais, que incluem benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias.

Os 224 mil casos pendentes: o que são e por que seguem na fila

A fila de espera por perícia do INSS foi zerada no agregado, mas 224 mil pessoas seguem aguardando resposta há mais de 45 dias. O ministro e o secretário-executivo destacaram que esses são casos específicos, com pedidos especiais. Entre eles, estão o BPC e aposentadorias, que costumam envolver análise mais complexa ou necessidade de avaliação presencial adicional.

Esses casos não entram na estatística de fila zerada porque o instituto os trata como fluxo de atendimento, não como acúmulo regular. A distinção é relevante para quem está nessa situação: o anúncio do fim da fila não significa que todos os pedidos foram resolvidos, mas que a capacidade de atendimento superou a demanda regular.

O que muda para quem está com pedido de perícia em andamento

Para o segurado que entrou com pedido recente, a fila de espera por perícia do INSS zerada significa, na prática, uma resposta mais rápida. O tempo médio de 34 dias está abaixo do prazo legal de 45, o que indica que a maioria dos pedidos regulares é resolvida dentro do limite. Quem está no grupo dos 224 mil casos pendentes, porém, precisa acompanhar o processo individualmente, pois o prazo já foi ultrapassado.

A recomendação prática é monitorar o andamento pelo portal Meu INSS ou pelo telefone 135. Em caso de atraso além de 45 dias, o segurado pode buscar orientação em uma agência ou por meio de canais oficiais. A novidade da perícia documental, que dispensa a ida à agência, também reduz o deslocamento para quem tem dificuldade de locomoção.

Análise: o que os números de agosto realmente indicam

A fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto, mas o anúncio precisa ser lido com contexto. A queda de 3,12 milhões em fevereiro para o fluxo atual é expressiva e reflete medidas concretas, como concurso, telemedicina e mutirões. Por outro lado, os 224 mil casos pendentes mostram que o problema não foi totalmente eliminado, apenas reclassificado.

A distinção entre fila e fluxo é legítima do ponto de vista operacional, mas o segurado que está nos 224 mil casos especiais não percebe diferença prática. O BPC e as aposentadorias, que concentram esses atrasos, são justamente os benefícios mais sensíveis para a população de baixa renda. O desafio do INSS, agora, é manter o ritmo de atendimento sem que esses casos específicos voltem a se acumular.

Perguntas Frequentes

A fila de espera por perícia do INSS foi realmente zerada?

Sim, segundo o ministro Wolney Queiroz, a fila foi zerada em agosto. Isso significa que o número de novos pedidos superou o número de pessoas aguardando, criando um fluxo de atendimento, não mais uma fila acumulada.

Quantas pessoas estavam na fila em fevereiro?

Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas aguardando perícia. Em julho, o número caiu para 1,547 milhão, e em agosto os novos pedidos superaram a fila restante.

Qual é o prazo médio para resposta da perícia?

O prazo médio atingido pelo INSS é de 34 dias, abaixo do limite legal de 45 dias. Ainda há 224 mil casos com prazo superior a 45 dias, considerados especiais.

O que são os 224 mil casos pendentes?

São pedidos que aguardam perícia há mais de 45 dias, segundo o ministro e o secretário-executivo. Incluem BPC e aposentadorias, tratados como casos específicos.

Como a fila foi zerada?

O ministério atribui o resultado à nomeação de servidores por concurso, telemedicina em 865 agências, perícia documental e mutirões com bônus para servidores.

O que é a perícia documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa ir à agência do INSS, apenas enviar documentação comprobatória. Isso agiliza o atendimento e reduz deslocamentos.

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Bruno Yamashiro

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