Mailza Assis em Rio Branco: continuidade do desenvolvimento do Acre
A governadora Mailza Assis participou de encontro com moradores de Rio Branco, defendendo a continuidade de projetos para o desenvolvimento do Acre, enquanto o estado enfrenta desafios históricos em saneamento básico e saúde pública.
A governadora Mailza Assis participou de encontro com moradores de Rio Branco, defendendo a continuidade de projetos para o desenvolvimento do Acre, enquanto o estado enfrenta desafios históricos em saneamento básico e saúde pública.
Em encontro com comunidades de Rio Branco, Mailza Assis destaca continuidade do desenvolvimento do Acre
A governadora do Acre, Mailza Assis, participou na noite desta terça-feira, 21, de um encontro com moradores de diversos bairros de Rio Branco, realizado na sede do Partido Progressistas (PP). O objetivo foi reforçar o compromisso com o futuro do estado e a continuidade das ações voltadas ao desenvolvimento acreano. Reuniram-se dezenas de moradores de bairros como Base, Floresta, Universitário, Bosque e Isaura Parente, em um espaço de diálogo sobre desafios e perspectivas para o Acre.
Com atuação na vida pública desde 2009, Mailza Assis apresentou sua pré-candidatura ao governo do Estado, cargo que atualmente ocupa, defendendo a continuidade dos projetos e investimentos implementados nos últimos anos. A agenda foi marcada pelo compromisso com o desenvolvimento e pela busca por políticas públicas que promovam crescimento, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida da população.
Desafios do Acre: saneamento básico é prioridade
Enquanto a gestora reafirma seu compromisso, o Acre enfrenta um déficit histórico em saneamento básico. A especialista em políticas públicas Juliet Matos (Cidadania), que acompanhou a elaboração do Novo Marco Legal do Saneamento, alertou que o estado precisa tratar o saneamento como prioridade. Ela afirmou que os indicadores mais recentes mostram que os avanços previstos pela legislação ainda não chegaram ao Acre, que hoje ocupa a última colocação nacional em saneamento básico.
"O Marco Legal trouxe metas claras: 99% de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033. Ele me trouxe esperança. Mas esperança sozinha não enche copo d'água e não leva esgoto pra rua. No Acre, a gente sente essa falta todo dia", afirmou Juliet Matos.
Dados do saneamento no Acre
Segundo o levantamento mais recente do Instituto Trata Brasil, com base em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), apenas 0,7% da população acreana tem acesso à rede de esgoto tratado. O percentual é o pior entre todas as unidades da Federação, fazendo do Acre o único estado brasileiro com cobertura inferior a 1%. No abastecimento de água, apenas 48% da população é atendida pela rede de distribuição, colocando o estado na 26ª posição do ranking nacional, à frente apenas do Amapá.
A realidade se reflete na capital. Rio Branco aparece na 97ª colocação entre os 100 maiores municípios avaliados pelo Ranking do Saneamento 2024. Cerca de 170 mil moradores não têm acesso à água potável, enquanto aproximadamente 290 mil vivem sem coleta de esgoto. O percentual de tratamento de esgoto na capital caiu de 33% em 2018 para apenas 0,72% em 2022. Os investimentos destinados ao setor também estão entre os menores do país: Rio Branco aplica apenas R$ 8,09 por habitante em saneamento, valor muito inferior aos R$ 231,09 por pessoa estimados pelo Plano Nacional de Saneamento Básico.
Para Juliet Matos, o saneamento deve ser tratado como prioridade. "Isso aqui não é número. São crianças. São famílias. Acesso à água tratada e ao esgoto não é luxo. É obrigação do Estado e precisa ser garantido e entregue para todo cidadão. Agora", ressaltou. Estudos indicam que a universalização dos serviços no Acre até 2055 pode gerar uma redução de até R$ 156 milhões em despesas com saúde.
Saúde pública: Acre registra maior número de internações por SRAG em três anos
Paralelamente, o Acre registra o maior número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) dos últimos três anos, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 27 de 2026, foram contabilizadas 1.929 internações por SRAG, superando os registros de 2025 (1.425 casos) e 2024 (1.639 hospitalizações).
Crianças de até 9 anos e idosos acima de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis. Entre os principais diagnósticos estão pneumonia, bronquite e bronquiolite. O comportamento da doença em 2026 foi considerado atípico, com pico de 103 hospitalizações em uma semana. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) aparece como principal responsável, com 341 registros, seguido pelo rinovírus, com 316 casos.
Infraestrutura da segurança: revitalização do quartel de Manoel Urbano
A Polícia Militar do Acre (PMAC) entregou a revitalização das instalações do quartel de Manoel Urbano, na região do 8º Batalhão. A obra recebeu investimento superior a R$ 170 mil e integra ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento da infraestrutura da instituição. A reforma contemplou melhorias estruturais, proporcionando mais segurança e conforto para o efetivo. Os serviços foram executados pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP), em parceria com a PMAC.
Perguntas Frequentes
O que Mailza Assis defendeu no encontro em Rio Branco?
Ela defendeu a continuidade dos projetos e investimentos implementados nos últimos anos, apresentando sua pré-candidatura ao governo do Estado.
Qual a situação do saneamento básico no Acre?
O Acre ocupa a última colocação nacional, com apenas 0,7% da população com acesso a esgoto tratado e 48% com abastecimento de água.
Quantas internações por SRAG o Acre registrou em 2026?
Foram 1.929 internações entre as semanas 1 e 27 de 2026, o maior número dos últimos três anos.
O que causa o aumento de SRAG no Acre?
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal responsável, com 341 casos, seguido pelo rinovírus, com 316 registros.
Quanto foi investido na revitalização do quartel de Manoel Urbano?
O investimento foi superior a R$ 170 mil, em parceria entre a SEOP e a PMAC.
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Heloísa Brandt
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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