Cesta básica em Rio Branco sobe 5,36% com feijão, carne e leite
Levantamento da Conab e do Dieese mostra que feijão carioca, carne bovina de primeira e leite integral puxaram a alta da cesta básica em Rio Branco no acumulado de 2026. No mês de agosto, o custo total recuou 4,68%, mas o ano ainda fecha em alta de 5,36%.
Levantamento da Conab e do Dieese mostra que feijão carioca, carne bovina de primeira e leite integral puxaram a alta da cesta básica em Rio Branco no acumulado de 2026. No mês de agosto, o custo total recuou 4,68%, mas o ano ainda fecha em alta de 5,36%.
O prato do acreano ficou mais caro em 2026. Feijão carioca, carne bovina de primeira e leite integral foram os que mais pressionaram o custo da cesta básica em Rio Branco no acumulado do ano, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica na capital acreana registraram alta. O feijão carioca disparou 35,32%, seguido pela carne bovina de primeira (11,06%) e pelo leite integral (8,86%). No balanço mensal, o custo total da cesta fechou agosto em R$ 659,66, uma trégua de 4,68% em relação a julho. Mesmo assim, o saldo geral de 2026 ainda acumula alta de 5,36%.
O que puxou a alta e o que deu alívio
Quem acompanha feira e supermercado em Rio Branco sentiu o peso no carrinho. O feijão carioca, base do prato tradicional, teve a maior variação positiva do período. A carne bovina de primeira e o leite integral completaram o trio que mais tirou dinheiro do bolso do consumidor.
Na contramão, quatro itens registraram deflação e seguraram parte do impacto. O óleo de soja caiu 16,48%, seguido de perto pelo café em pó (-16,05%) e pelo açúcar cristal (-16,03%). A manteiga também recuou, com variação de -2,33%.
O que esperar para os próximos meses
O recuo de agosto não anula o acumulado do ano. A cesta básica em Rio Branco segue 5,36% mais cara do que no início de 2026. Para quem faz a compra do mês, a leitura é direta: itens como feijão, carne e leite continuam sendo os que mais pesam no orçamento, enquanto óleo, café e açúcar oferecem alguma folga.
A pesquisa da Conab e do Dieese é referência para entender o custo de vida na capital. Os dados ajudam a planejar a compra e a entender por que o prato do acreano ficou mais caro neste ano. inflação de alimentos no Acre
Bruno Yamashiro
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
Ver todos os artigos →