# Antes de Gemil denunciar, Ameacre já questionava governo

> A Ameacre divulgou nota em 28 de agosto questionando o cancelamento da Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul antes de Gemil Júnior gravar o vídeo que motivou ação de direito de resposta. A Justiça Eleitoral determinou a publicação da resposta em 48 horas.

*Vistok · Estilo Pessoal · 15 de setembro de 2026 · Tatiane Rocha dos Santos*

A Ameacre divulgou nota em 28 de agosto questionando o cancelamento da Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul antes de Gemil Júnior gravar o vídeo que gerou ação de direito de resposta. A Justiça Eleitoral determinou publicação de resposta em 48 horas.

A Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (Ameacre), núcleo de Cruzeiro do Sul, tornou pública em 28 de agosto de 2026 uma nota oficial questionando o cancelamento do apoio governamental à Marcha para Jesus. Só depois dessa divulgação o suplente de senador Gemil Júnior gravou o vídeo em que atribuiu a decisão ao Governo do Acre, manifestação que se tornou alvo de ação de direito de resposta movida pela candidata a governadora Mailza Assis.

## O que a nota da Ameacre dizia

Segundo a entidade, ela já havia iniciado o levantamento de custos e estruturas para a Marcha, como fazia em anos anteriores, quando foi comunicada por um representante do Gabinete da governadora de que o apoio governamental não poderia mais ser prestado neste ano. A justificativa apresentada, conforme a Ameacre, foi a falta de tempo hábil para os procedimentos administrativos necessários, dificuldade que a entidade afirma nunca ter sido colocada em edições anteriores do evento.

## A sequência dos fatos

A nota veio primeiro. A manifestação de Gemil veio depois. Ele interpretou o episódio relatado pela entidade evangélica como resultado de perseguição política contra o município, atribuindo a decisão do governo à posição da prefeitura de Cruzeiro do Sul em relação à candidatura de Mailza Assis. direito de resposta nas eleições 2026

O caso foi levado à Justiça Eleitoral pela campanha de Mailza Assis e pela coligação Avança Acre. O juiz Leandro Leri Gross, do Tribunal Regional Eleitoral do Acre, publicou decisão em 14 de setembro julgando parcialmente procedente o pedido de direito de resposta. Para o juiz, a atribuição de motivação política ao cancelamento não encontrava amparo no processo administrativo do Edital de Chamamento Público nº 001/2026/FEM, que previa a realização itinerante da Marcha em 21 municípios e foi cancelado de forma integral em junho.

A Justiça preservou o direito de Gemil de criticar o Governo do Estado, de considerar o cancelamento injusto e de expressar sua convicção pessoal sobre motivações políticas, desde que apresentada como opinião e não como fato consumado. A decisão determinou que ele publique um texto de resposta em até 48 horas, sob pena de multa.

A cronologia reforça que a fala de Gemil partiu de uma informação que já circulava publicamente entre lideranças religiosas de Cruzeiro do Sul, e não de uma acusação criada isoladamente por ele. A nota da Ameacre, mesmo sem atribuir motivação política ao cancelamento, confirma o fato central que deu origem à interpretação: houve uma comunicação de recuo do governo, com justificativa que a própria entidade organizadora considerou inédita. calendário eleitoral no Acre

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