Acre cria 280 empregos em julho, mas recuo é de 71%
O Acre criou 280 empregos com carteira assinada em julho, segundo o Caged. O saldo positivo veio de 5.394 admissões e 5.114 desligamentos, mas a geração de vagas caiu 71,43% na comparação com junho.
O Acre criou 280 empregos com carteira assinada em julho, segundo o Caged. O saldo positivo veio de 5.394 admissões e 5.114 desligamentos, mas a geração de vagas caiu 71,43% na comparação com junho.
O Acre encerrou julho com saldo positivo de 280 empregos com carteira assinada, puxado por 5.394 admissões e 5.114 desligamentos. Apesar do resultado positivo, a geração de postos formais caiu 71,43% na comparação com junho, quando o estado havia registrado saldo de 980 vagas. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana. Julho apresentou o segundo menor saldo positivo de 2026 no Acre, ficando à frente apenas de fevereiro.
O mercado de trabalho acreano completou seis meses consecutivos com mais contratações do que demissões. A sequência vem depois de janeiro, que terminou com perda de 829 empregos formais. Com os resultados acumulados no ano, o Acre chegou a 112.731 trabalhadores com vínculo formal, conforme os dados do Caged.
Entre os setores, os serviços tiveram o melhor desempenho em julho. Foram 2.662 admissões e 2.318 desligamentos, deixando saldo de 344 novos postos. A indústria também ficou no campo positivo, com 54 vagas criadas a partir de 421 contratações e 367 desligamentos. No comércio, 1.611 trabalhadores foram admitidos e 1.570 desligados, com abertura de 41 postos. A agropecuária registrou saldo de 21 empregos, após contabilizar 232 admissões e 211 desligamentos.
Na direção contrária, a construção foi o setor que mais perdeu vagas no Acre durante julho. Foram 468 contratações e 644 desligamentos, diferença que resultou no fechamento de 176 postos formais. A categoria de atividades não identificadas também apresentou resultado negativo, com quatro vagas a menos.
No cenário nacional, o Brasil criou 58,5 mil empregos com carteira assinada em julho. Foram aproximadamente 2,26 milhões de admissões e 2,2 milhões de desligamentos. O saldo nacional ficou 56,3% abaixo do registrado em julho de 2025, quando o país havia criado cerca de 133,9 mil vagas formais. De janeiro a julho de 2026, foram abertos 972,2 mil postos com carteira assinada no Brasil, segundo o Ministério do Trabalho. O número representa redução de 21% frente ao mesmo intervalo do ano passado, quando o saldo havia alcançado 1,23 milhão de empregos.
Tatiane Rocha dos Santos
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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