# Furto de fios de cobre no Rio: prejuízo de R$ 69 mi em 5 anos

> O furto de fios de cobre no Rio de Janeiro gerou prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos entre 2021 e 2025. A operação policial foca em ferros-velhos e receptadores como alvos principais. A prática afeta diretamente a infraestrutura de iluminação e serviços essenciais na cidade.

*Vistok · Estilo Pessoal · 03 de setembro de 2026 · Sofia Mendes Carvalho*

Furtos de fios de cobre no Rio causaram prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos entre 2021 e 2025. Operação mira ferros-velhos e receptadores.

Nos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, o furto de fios de cobre no Rio de Janeiro provocou prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais. Para conter o problema, Forças de Segurança e a Prefeitura Municipal do Rio lançaram uma operação conjunta com foco em ferros-velhos.

A primeira ação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e fiação de cobre ocorreu na quarta-feira (2). Os números ajudam a dimensionar o estrago: a CET-Rio, responsável pelos sinais de trânsito, registrou furto de quase 500 quilômetros de cabos de semáforo, com perda de R$ 27 milhões. Já a RioLuz, que cuida da iluminação pública, teve prejuízo de R$ 42 milhões, com mais de 1,8 km de fiação de cobre furtada da rede elétrica.

Os agentes estiveram na Rua Alzira Valdetaro, no bairro do Sampaio, zona norte, onde dois ferros-velhos foram desapropriados. O espaço será usado no planejamento urbano para políticas públicas de regularização ambiental e urbanística. Também houve demolição de uma estrutura usada ilegalmente como ferro-velho na Avenida Marechal Rondon, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas.

O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, afirmou que o combate foca também no receptador, para desestruturar a cadeia logística criminosa. O subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, destacou que a região do Grande Méier sofre com o problema, que afeta trânsito e população. "Não há manutenção que dê jeito nisso enquanto ferros-velhos clandestinos estiverem abertos para receptação ilegal", disse.

A ação visa reduzir o furto de equipamentos como cabos de semáforo, placas e fiação de iluminação, que causa transtornos constantes na capital. A leitura cética: os R$ 69 milhões representam apenas o dano declarado por dois órgãos municipais. O custo real, somando transtornos e reposição emergencial, tende a ser maior. Resta ver se a desapropriação de dois ferros-velhos será suficiente para quebrar um esquema que drena milhões por ano.

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